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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Depois da euforia, o retorno ao chá

Confesso que estranho a euforia, o espalhafato mesmo, com que tanta gente festeja o fim de um ano civil e o começo de outro, a passagem-de-ano. O que tradicionalmente faço é repetir o Natal no Ano Novo, o que nunca me parece demais.
Mesmo fruindo as noites junto à lareira, ronronando com os gatos, com as crias e restante família, em amena serenidade, não se consegue evitar ser bulido pela agitação da turbe.
Os tempos que se seguem são sempre de obrigatório retorno à calma, outra calma, quanto mais não seja pela maresia digestiva, a exigir caldos mais mornos e contidos.
E volta-se ao culto do chá. Retoma-se o retempero quotidiano do contraste com afazeres e movimentos repetidos. A temperatura exterior, provada pelo embaciamento dos vidros, convida a momentos-ilhas de reencontro da serenidade sob o bafo do macha. Por outro, lado convém recuperar gestos, arejar a memória, ultrapassar dúvidas... e manter no palato, por longos minutos, o sabor especial do puro chá verde.
  

sábado, 10 de dezembro de 2011

Espírito de Wabi e Sabi no Chá

No dicionário de Jaime Coelho, o autor apresenta a seguinte tradução para Wabi e Sabi:

wabi2, o gosto refinado da simplicidade. Sin. Kanjákú. vd. sabi
sabi2, 1 A pátina. Loc. ~ ga tsuku, Ganhar (ficar com) pátina.
2 O que foi formado (amadurecido/embelezado) pelo tempo. Loc. ~ no aru koe, A voz forte (bem formada). 3 A simplicidade elegante (beleza clássica/amadurecida) «do "haikai" de Bashô». vd. wabi
Como se pode constatar, o próprio autor remete o leitor de um termo para outro, reciprocamente.
Como que podemos dizer que Wabi começa onde termina o Sabi e vice-versa. E esta reciprocidade, integradora, esta dialéctica harmoniosa, de prática e sentimento da serenidade e do contentamento com as coisas simples, é muito típica das artes nipónicas.
Esto gosto pela contemplação das belezas simples é essencial na Arte do Chá e consequentemente no Cha-no-Yu... mas pode igualmente ser observado no Ikebana, nas artes marciais, no Tiro Zen, entre outros.
Para muitas pessoas, enquanto observadores do exterior, o cerimonial do Chá parece relativamente simples de concretizar com perfeição. Uma vez iniciados na prática constatam que, pelo contrário, a perfeição não é nada fácil... e afigura-se até impossível. Questionam, por vezes, se vale a pena continuar, perante a dificuldade ou "falta de jeito"... É então o momento adequado para meditar sobre o que é mais importante nesta arte, nomeadamente wabi, sabi e kokoro/kimochi (sentimento)... o coração (kokoro) deve preceder a técnica (jutsu).

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O manuseamento do Fukusa

Fukusa para homem


Muito mais que um lenço de seda, o fukusa (fucussá), é um instrumento de purificação.É com esse sentido primeiro que deve ser encarado. Só depois, muito depois, se evidencia importante o conhecimento e aprimoramento técnico do seu manuseio.
Manuseamento de fukusa feminino
O chá, macha (mátchá), deve ser purificado com a limpeza pelo fukusa, essencialmente pela fricção ritual feita sobre o receptáculo onde se encontra o referido pó verde... bem como pela limpeza (igualmente ritual e técnica) do chasen (chássém), a "colher" de bambu.
De salientar que, em termos de etiqueta, só as praticantes (mulheres) podem usar o fukusa de qualquer cor, inclusive com vistosos desenhos. Os praticantes masculinos devem usar sempre a cor roxa.
Em rigor, este utensílio cerimonial não deve ser lavado... mas simplesmente sacudido, a fim de se libertar da coloração esverdeada do pó (chá) que a ele adere pela limpeza (purificação) do chasen

Yamada Hisashi, Mestre da Arte do Chá

terça-feira, 21 de junho de 2011

O Sabor do Chá...

O chá usado no ritual Cha-no-Yu é verde mas em pó, com uma textura macia, muito semelhante a pó-de-talco... e, obviamente, a bela coloração verde. O aroma que o macha (mátchá) desprende é mais intenso que o das saquetas de chá verde usadas comummente em sociedade, sendo notório o hálito natural da verdura e do solo donde provém.
Numa demonstração que fiz numa escola básica, junto dos professores, funcionários  e encarregados de educação, um participante exclamou que o chá lhe sabia a palha (...), o que, apesar da moderação e sobriedade comportamental típicas da Cerimónia do Chá, se revelou hilariante para quem o presenciou. Contudo, apreciei a frontalidade e humildade do participante ao extravasar a que lhe parecia saber a beberagem, pelo pendor natural  de que se revestia, e numa experiência em que até já tem havido quem diga que o sabor se parece mais com peixe ou mesmo sopa...
De qualquer modo, é sempre bom interiorizar que, em termos da Arte do Chá (Sadô), o mais importante não é o sabor material da bebida que serve de suporte ao ritual... mas o que tal representa em termos de contentamento interior, de construção dum EU diferente e, sobretudo, da serenidade, relativamente a tudo o que nos rodeie.
Sen-no-Rikyu, nunca é demais recordá-lo, numa atitude de aparente simplicidade e desapego absoluto das interacções sociais, dizia que celebrar o chá, a arte do mesmo, se bastava pela quase fervura da água (Mizu), à qual se juntavam algumas folhas de camellia sinensis... 
Mizu no Kokoro...

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Urasenke - Escola Tradicional do Chá


Sen Rikyu disse que "A arte do chá nada mais é que ferver água, fazer a infusão e bebê-la". Esta aparente simplicidade constitui o desafio maior desta arte.

Segundo Genshitsu Sen, Grande Mestre da Urasenke, escola tradicional do Cha-no-Yu, a filosofia da arte do chá, de cariz budista-zen, baseia-se em quatro conceitos, representados pelis caracteres WA (harmonia), KEI (respeito), SEI (pureza) e JAKU (serenidade).
A palavra Zen (deve ler-se Zem) deriva do chinês Chan, relativo  a um tipo de meditação voltada para o vazio e o EU profundo (vide No Caminho Aberto, de Hôgen Daidô) e que influencia significativamente todas as artes tradicionais nipónicas.


Wa
WA
Kei
KEI
Sei
SEI


Jaku
JAKU
                
Chabana (arranjo floral para cerimónia de chá) de Otomodachi 

sábado, 2 de abril de 2011

A Renovação do Chá - Ai-Uchi

Como utensílios fundamentais da cerimónia do chá (cha-no-yu) temos a chávena (chawan) e o batedor (chasen)... o barro e o bambu... em peças únicas, que tacteamos, sentimos, manueamos... e nos habituamos a integrar no nosso ser.
Essa integração acontece no acto de praticar o chá (sadô) como num kata de artes marciais (budô) ou qualquer outra arte imbuída de mente zen...
Na arte do tiro com arco e flecha (kyudô) o objectivo não é acertar no centro do alvo... mas, gradativa e serenamente, fazer a integração do nosso corpo com o arco e a flecha... e daí com o alvo. Quando a flecha finalmente partir irá fundir-se com o alvo, e nós também. É o conceito de Ai-Uchi. Ai poderia traduzir-se literalmente por Amor e Uchi por Casa ou Interior. Ai-Uchi significa fundirmo-nos com o que aparentemente nos é adverso. Só com essa fusão podemos percepcionar e sentir o outro e compreendê-lo... e, nomeadamente, perceber as suas intenções...
O Caminho do Chá é isso... é a compreensão serena do que nos rodeia... e do que nos preenche... àparte  a fantasia competitiva, o vício de nos iludirmos com a vaidade e a arrogância, a falsa modéstia ou a hipocrisia. É um caminho de fusão... mas de serenidade e apreciação da beleza e do conforto das coisas simples.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O Caminho - Dô

O homem que não tenha a capacidade de fazer um arranjo com flores ou servir um chá não será capaz de manejar uma espada com o mínimo de mestria.
SO

terça-feira, 29 de junho de 2010

A Arte do Chá - A Chawan


Chawan é a chávena, peça de porcelana em que se serve o chá, após devidamente batido pelo executante. Constitui um utensílio muito importante no Cha-no-Yu e é passível de constituir o centro de alguma conversa que se estabeleça entre os participantes. As chávenas podem chegar a ser caríssimas, se originárias de um grande mestre oleiro ou com muita tradição ou história. De qualquer modo é sempre um objecto muito querido pelos amantes desta arte. A etiqueta do ritual tem esse princípio em consideração ao estabelecer que os participantes numa cerimónia de chá não devem usar aneis nem quaiquer outros artefactos que possam ferir (riscar) a superfície da chawan, sob pena de estarem a provocar constrangimento e apreensão a quem lhes oferece chá.
Quem aceita o chá deve agradecer esse gesto amistoso, segurando sempre a chávena com as duas mãos, a esquerda como base de apoio e a direita para a dirigir e rodar conforme o estabelecido. É de bom tom, após tomar o chá e sentir a sua quentura, "perder" algum tempo observando a chawan... as suas faces, a sua parte frontal, as evidências do artesão, a sua delicadeza e beleza... e disso fazer reparo ao anfitrião, duma forma serena e positiva... e até questionar sobre a sua origem... sempre num tom que não se sobreponha ao do ambiente, nem impeça a percepção do murmúrio da água, da chuva ou do vento... lá fora e cá dentro. 

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O Murmúrio do Sentimento

Não sendo a cerimónia do chá (Cha-no-Yu) a plataforma mais adequada para se discutir a bola, dizer mal dos nossos políticos ou nutrir temas ainda mais hilariantes, os neófitos da arte do chá ficam constrangidos e até receosos sobre o que esperar duma "cena" daquelas e com dúvidas de como se comportarem. Essa situação de incerteza fica ainda mais marcada por depararem com algum exotismo oriental, por vezes o uso de kimono's e tatami's. Manter a serenidade é, entretanto, fundamental.
Sen-no-Rikyu, grande arquitecto do Sadô, costumava dizer que nada havia de especial na arte, que consistia apenas em juntar folhas de camellia sinensis com água quase fervente... e humildemente servir a infusão daí resultante aos convidados... O Mestre acrescentava ainda, quase à laia de desculpa, que era um inveterado bruto (que tal tivessem em atenção... pois mais nada era de esperar duma criatura assim)...
Aparentemente não é tão dificil assim. Depois de quebrado o gelo do constrangimento exótico, o neófito, de memória fresca e nutrida, observa o ritual do chá como algo fácil de decorar em poucos dias. E não está completamente errado, está a seguir a configuração natural do seu próprio tempo. Ser jovem é mesmo assim - ter certas faculdades aprimoradas, ser célere, desembaraçado, confiante, memorizador. O tempo, o mesmo tempo, se encarregará de lhe demonstrar que há um tempo para tudo.
A grande mensagem deixada por Sen-no-Rikyu é a do Sentimento (Kokoro, Kimochi). Assim, no contexto da arte, a técnica é bem pouco importante, comparada com o sentimento. Podemos até dizer que sem sentimento não há arte, por muita aparente técnica que exista. Saber disto, ter a noção desta forma de ver a arte, pode ser uma plataforma de alívio para o neófito mergulhado na confusão do Sentir a arte. Sem sentimento, de que vale a técnica?... Poderemos até perguntar, de que vale o chá?
Alguém já perguntou se a arte do chá não poderia materializar-se no consumo de café ou cerveja... em vez de chá. Pode dizer-se, respeitando o espírito da arte, que não seria a bebida ingerida que modificaria o essencial, desde que que com o apropriado sentimento. O chá funciona como um pretexto material para algo que se pretende mais sublime. O praticante da arte do chá gosta da bebida chá mas ela própria não constitui o mais importante da prática. Se não houvesse chá, poderia de facto ritualizar-se com outra qualquer bebida, mesmo com água. Quem oferece chá procura fazê-lo da melhor maneira, transmitindo o melhor de si.
Convencionou-se privilegiar o silêncio, ou pelo menos o desapego momentâneo a conversas mundanas e geradoras de preocupações. Quando se fala, no Cha-no-Yu, é sobre o próprio chá, sobretudo sobre os utensílios, sensações e prazer das coisas simples.

Gasshô

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O Culto do Chá (cont.)






Venceslau de Moraes - O Culto do Chá

Como já tive oportunidade de referir, o chá foi introduzido na Europa pelos portugueses e não faz sentido iniciar o estudo do chá por autores estrangeiros, uma vez que dispomos de um livro de Venceslau de Morais sobre o tema.
Essa obra encontra-se digitalizada e será aqui postada em seguida.


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Arte do Chá - O Japão


Mestre Sen-no-Rikyu

Já referimos a origem da planta do chá, do aproveitamento ancestral da essência das suas folhas numa bebida refrescante e tonificante que chegou aos nossos dias, consumida por todo o mundo, de formas diversas e com maior, menor ou praticamente nenhum ritual.
Um dos primeiros países para onde a "mania" de beber chá se exportou foi o Japão. Segundo a história nipónica, o imperador Shomu terá servido chá no seu próprio palácio a 100 monges budistas, numa altura em que a planta ainda não era cultivada no seu império, deduzindo-se que as folhas já processadas tenham vindo da China. Igualmente se refere que as primeiras sementes da camellia sinensis terão sido levadas para o Japão por um monge chamado Dengyo Daishi, depois de ter estudado na China de 803 a 805 dC, tendo-as semeado no terreno do mosteiro e servido 5 anos mais tarde chá ao imperador Saga dessa primeira plantação. Diz-se que o imperador japonês apreciou tanto a bebida que ordenou imediatamente que se cultivasse chá em 5 províncias próximas de Quioto.
Curiosamente, entre o fim do século IX e o século XI, o chá caiu em desgraça e deixou de ser bebido na corte nipónica, por motivo de as relações entre o Japão e a China terem azedado. No entanto, os monges budistas continuaram a consumi-lo para facilitar a vigília durante a prática da meditação. Como não há mal que sempre dure (...) as relações políticas entre os dois países melhoraram, no início do século XII, e Eisai, um monge japonês, teve oportunidade de ir à China e regressar com mais sementes de chá e com o novo hábito de beber chá verde em pó, macha (lê-se  mátchá) (ainda hoje usado na Arte do Chá).
Eisai não se limitou a trazer sementes de chá... introduzindo também no Japão os ensinamentos da seita Zen Rinzai. Assim, o hábito de beber chá e as crenças budistas desenvolveram-se paralelamente, acontecendo que enquanto a ritualidade relacionada com o consumo do chá na China se foi diluindo, desaparendo mesmo, os japoneses fizeram o contrário, transformando os rituais em algo ímpar e sublime.
Daí adveio a Arte do Chá (Sadô, Chadô), materializada na Cerimónia do Chá (Cha-no-Yu), algo de tecnicamente complicado para o Iniciado, que exige um padrão comportamentel e gestual rigoroso, com o objectivo de criar um "intervalo" de Quietude durante o qual (Tori e Uke, em analogia com as artes marciais) o anfitrião e os convidados (quem oferece e quem aceita chá) tentam atingir paz de espírito e harmonia universal.
Antes das incursões guerreiras, os samurai (ou bushi - guerreiros) costumavam reunir-se para adquirir elevação espiritual. Como não sabiam se sobreviveriam à batalha, procuravam participar na cerimónia como se fosse a última vez. Por isso, ainda hoje, o anfitrião se empenha ao máximo para oferecer o melhor ao convidado, procurando tornar o mais agradável possível o encontro.
O monge-zen Murata Shuko (1422-1502) foi quem estabeleceu propriamente a Cerimónia do Chá japonesa. O ritual condensa os elementos fundamentais da filosofia nipónica, baseada em quatro princípios, segundo os ensinamentos de Sen-no-Rikyu (1522-1591). Este mestre, também monge-zen, definiu a estrutura estética do “Chanoyu”, como é conhecida hoje. Considerado o maior mestre do chá e fundador da Urasenke, a mais tradicional escola de Chá do Japão, Sen-no-Rikyu identificou os quatro princípios como sendo:

  1. WA - A Harmonia (com as pessoas e com a natureza);

  2. KEI - O Respeito (pelos outros);

  3. SEI - A Pureza (do coração e do espírito) e

  4. JAKÛ - A Tranquilidade.
Okakura Tenshin (1906) escreveu no seu Cha-no-Hon (Livro do Chá):

"O chá é mais do que uma idealização da forma de beber; é uma religião da arte da vida."
e prossegue:
                        "O ritual do chá é um culto fundamentado na adoração do belo entre os factos sórdidos da existência diária. Transmite pureza e harmonia, o mistério da caridade mútua, o romantismo da ordem social."

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Arte do Chá - As Origens


Contam-se várias histórias/lendas sobre a origem do chá, que como já foi dito deriva da camellia sinensis, algumas raiando notoriamente o inverosímel (puras lendas), como aquela (já influenciada pela cultura budista) que reza serem as folhas de chá nada mais que as pálpebras do Buda, que ele terá cortado no intuito de combater o sono e prosseguir a meditação.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Arte do Chá - Introdução (continuação)

Outro obstáculo inicial à compreensão do Sadô tem a ver com a imagem anterior que se tem do próprio chá, sobretudo num contexto inglesado.  Fala-se muito do "chá das cinco", em alusão ou comparação com os costumes e tradições ingleses, seguidos também por uma certa camada de portugueses mais ou menos aristocratas ou jet-setianos. Por outro lado, há muito quem refira, e tal já aconteceu no Café das Ciências Sociais, que o que determinada pessoa precisa é de beber muito chá, numa alusão pretensamente esclarecida (e altiva) de que essa pessoa é um bruto, rude, mal-educado, etc. Tudo isto advém dessa visão de fleuma britânica do "Tea", que não tem propriamente correspondência na verdadeira Arte do Chá.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Arte do Chá - Introdução



Não foi em vão que se apelidou este pequeno espaço de O Canto do Chá. Pessoas há que interpretam isso num sentido quase pejorativo, decorrente da expressão "dar chá", mas podem crer que tal nunca esteve na intenção do fundador deste blog. É certo que há uma certa similitude com a expressão O Café das Ciências Sociais, e tal é intencional, não o nego... mas é só isso. Apelidei este canto como do chá sobretudo pela veneração (e prazer) que tenho pela arte do chá e porque me parece ser o meio académico, nomeadamente de Ciências Sociais e Antropologia um bom terreno para a disseminação benfazeja desta arte.